BOMBA! IMAGENS “PROIBIDAS” DO PALMEIRAS X INTER VÊM À TONA — LANCE POLÊMICO PODE TER MUDADO TUDO E TORCIDA EXIGE EXPLICAÇÕES!
A Sombra do Apito: O Escândalo no Allianz Parque, a Crise do VAR e a Mancha no Campeonato Brasileiro
Para um time que luta desesperadamente contra o rebaixamento, cada rodada do Campeonato Brasileiro não é apenas mais um compromisso no calendário; é a iminência do abismo, um jogo de vida ou morte. Cada dividida é tratada como o último prato de comida, cada ponto conquistado é celebrado como um título. E foi exatamente com esse espírito de sobrevivência que o Internacional pisou no gramado do Allianz Parque. Do outro lado, o todo-poderoso Palmeiras, líder, vice-líder ou eternamente na briga pelo topo sob a batuta de Abel Ferreira. O cenário estava armado para um embate épico. No entanto, o que se viu na arena palmeirense não foi apenas um espetáculo de futebol, mas sim mais um capítulo sombrio e revoltante da crônica de horrores da arbitragem brasileira.
O futebol é apaixonante justamente por sua imprevisibilidade, mas há coisas que infelizmente estão se tornando rotina no nosso campeonato. A polêmica da vez, que incendiou as redes sociais, as mesas redondas e as arquibancadas, gira em torno de uma complacência absurda, uma vista grossa institucionalizada quando o assunto é punir infrações violentas de jogadores vestindo a camisa alviverde dentro de seus domínios. As imagens são escandalosas, cristalinas e, para dizer o mínimo, vergonhosas.
O clima já vinha esquentando. Sentia-se a voltagem alta em campo. Falamos exaustivamente durante as transmissões e análises pré-jogo que os ânimos andavam à flor da pele ultimamente. E não demorou para a panela de pressão apitar. Em meio a empurrões, peitadas — como a de Ronaldo em Alexander Barbosa, um lance que por si só já elevou a temperatura da partida e gerou um bolinho de jogadores trocando farpas —, o que se desenhou a seguir foi uma verdadeira aberração esportiva.
Vamos focar no lance capital, a entrada que está rodando o país e revoltando torcedores de todas as cores (menos, talvez, os palmeirenses mais fanáticos que insistem em passar pano para o indefensável). Uma disputa de bola que não teve nada de bola. O jogador do Palmeiras, em uma atitude de pura força desproporcional, ignora completamente a redonda. O alvo? A canela do adversário. A imagem congela no momento exato do impacto: a sola da chuteira cravada na perna do jogador do Inter, mais especificamente na canela de Félix Torres. É o que chamamos na linguagem de arquibancada de “pisão criminoso”.
O árbitro, posicionado a poucos metros da jogada, tem a visão limpa. O quarto árbitro está ali, na beira do campo, com visão privilegiada. E o mais importante: em uma sala escura, cheia de monitores de alta definição, o VAR acompanha tudo em vários ângulos. Qual foi o resultado? Nada. Absolutamente nada que fizesse jus à gravidade da conduta. A omissão foi gritante.
Tentam nos vender justificativas técnicas que beiram o ridículo. “Ah, mas veja bem, a maior parte do pé do Allan, o calcanhar, estava no chão primeiro, aí ele escorrega e só depois a ponta da chuteira pega na canela do Félix Torres”. Ora, faça-me o favor. Desde quando a biomecânica de um escorregão anula a violência do impacto e o risco iminente de lesão grave? A regra é clara, mas parece que as diretrizes mudam dependendo da cor da camisa e do CEP do estádio. Para que um lance seja considerado para cartão vermelho, avalia-se a intensidade, a força excessiva e o risco de machucar seriamente o oponente. Aquele pisão teve tudo isso. O atleta não faz o menor esforço para recolher a perna, não há intenção de evitar o choque. Ele vai para a dividida assumindo o risco de quebrar o colega de profissão.
Como bem desabafou um dos envolvidos após a partida: “Você não precisa esperar a perna do cara quebrar para dar o cartão vermelho”. E é exatamente esse o ponto nevrálgico da discussão. O futebol é um esporte de contato, sim, não somos máquinas, somos seres humanos, e erros acontecem. Mas a agressividade desmedida não pode ser tolerada sob a desculpa de “intensidade de jogo”. Se pega de jeito, se a perna de Félix Torres estivesse fincada no gramado de forma diferente, estaríamos falando de uma fratura exposta, de meses de recuperação, de uma carreira possivelmente prejudicada. O atraso na bola, a entrada fora de tempo com a sola, é vermelho em qualquer lugar do mundo. Menos, aparentemente, no Allianz Parque.
O Internacional tinha muito mais interesse nesse resultado. Jogava a vida. Segurava um empate heroico, suportando a pressão infernal da torcida que cantava alto, empurrando o Palmeiras, abafando os visitantes. O time gaúcho, que para muitos merecia até ter vencido o Flamengo em pleno Beira-Rio semanas antes, mostrava que, taticamente, sabia se defender. As linhas baixas, a compactação, a raça. Foi um jogo tecnicamente muito abaixo daquele espetáculo que vimos contra o Atlético Mineiro, por exemplo. Um jogo amarrado, truncado, decidido nos detalhes e, infelizmente, nas decisões da arbitragem. As falhas no terço final do campo, a imprecisão no último passe, tudo isso tirou a confiança dos jogadores em balançar as redes, mas a postura defensiva foi de uma equipe que sabia o que estava em jogo: um, ou quem sabe três pontos que valiam a sobrevivência na Série A. E quando você dá a vida em campo, a última coisa que espera é ser garfado por um critério duplo.
E é aí que entra a indignação geral da nação futebolística. O clamor não é por favorecimento ao Internacional, ou contra o Palmeiras. O pedido, uníssono e desesperado, é por um único conceito: o mesmo critério para todos. É pedir muito? Aparentemente, para a Comissão de Arbitragem da CBF, sim.
A falta de trabalho em equipe da arbitragem foi escabrosa. O quarto árbitro, repito, estava a passos de distância. Era obrigação dele acionar o rádio e berrar no ouvido do juiz principal: “Foi para vermelho, ele entrou de sola!”. Mas o silêncio reinou. E o VAR? A ferramenta que custa milhões, que paralisa os jogos por minutos a fio para traçar linhas de impedimento milimétricas em lances irrelevantes, simplesmente ignorou uma agressão clara. Não houve recomendação de revisão. A sensação que fica é que não se quer arrumar confusão com o time da casa.
Não podemos ser hipócritas. Quando vemos times como Flamengo ou Corinthians sendo ajudados no passado e no presente, a mídia cai matando. Costumo dizer que essas equipes historicamente foram mais ajudadas do que prejudicadas. No entanto, o que está acontecendo com o Palmeiras atual exige uma reflexão profunda. Como o time vem sendo ajudado, cara! Não dá para tapar o sol com a peneira. Eu sou um dos maiores defensores do trabalho do Abel Ferreira. Para mim, o Palmeiras joga o melhor futebol do Brasil, tem um elenco equilibrado, cascudo, uma comissão técnica absurdamente competente que tira o máximo de cada peça, independentemente de fazerem um jogo ruim aqui ou ali. Eles não precisam disso.
É impossível não traçar um paralelo com aquele lendário Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta. Lembram daquela fase mágica? O time jogava por música, amassava os adversários, e aí o Neymar chegou para completar o esquadrão. O Barcelona estava atropelando todo mundo na Europa. E, do nada, em jogos que já estavam controlados ou que eles fatalmente venceriam na bola, vinha um empurrãozinho bizarro da arbitragem. A comunidade do futebol mundial olhava para aquilo e dizia: “Cara, vocês não precisam disso! Vocês já são os melhores!”. É a exata mesma sensação ao assistir aos jogos do Palmeiras no Allianz Parque hoje.
Existem lances perigosos, jogadas violentas que pedem o vermelho direto, e os caras do Palmeiras saem apenas com um amarelo ou, pior, com uma advertência verbal. O sistema parece blindar a equipe. É um protecionismo inexplicável. Se a CBF e sua Comissão de Arbitragem não forem severamente questionadas e cobradas agora, o campeonato estará irremediavelmente manchado. A credibilidade do torneio escorre pelo ralo a cada rodada que o VAR se cala diante do óbvio.
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A quem interessa essa omissão? Quando um lance de conduta violenta ocorre, a reação dos jogadores em campo é instantânea e fortíssima. Vimos o banco de reservas ferver, jogadores do Inter cercarem o árbitro, apontarem para a marca da chuteira. Existe um código não escrito dentro de campo, um limite do aceitável. Claro, não recomendamos que os jogadores partam para cima do juiz, não incentivamos a balbúrdia, o “ir para o bolo”. A decisão não pode ser tomada baseada no grito ou na pressão dos atletas. Se temos o VAR, ninguém precisaria dar chilique para o juiz ir à tela. A tecnologia deveria ser fria, calculista e justa. Mas quando a tecnologia se omite, a revolta humana é a única válvula de escape.
Aí ouvimos analistas de arbitragem na TV aberta passando recibo. Com todo o respeito, eu discordo frontalmente daqueles que usam a câmera de trás para justificar o injustificável. Paulo César de Oliveira, na Globo, tem sido alvo de críticas pesadíssimas de jornalistas como Mauro Cezar Pereira, e com razão. Como diz o Mauro, “vive errando”. É impressionante como ex-árbitros se desdobram em malabarismos retóricos para defender a corporação e evitar chamar o erro de erro. Falam em “ação que não configura força excessiva”, em “calcanhar no chão”, como se estivessem narrando um balé, e não um esporte de alto impacto onde uma solada no meio da canela pode aposentar um trabalhador. Nunca vi tanta gente se esforçar para não ver o que está escancarado na tela da televisão.
Os treinadores e jogadores estão exaustos. Na coletiva, as falas são de resignação misturada com fúria contida. “Nossos árbitros são seres humanos como nós, todos cometemos erros”, disse um dos envolvidos, tentando manter a diplomacia. “Mas eu não gosto de ideias dúbias, não gosto de falta de clareza. Vamos continuar trabalhando duro, dando o nosso máximo, fazendo o que depende de nós, mas tudo o que pedimos é o mesmo critério”. Essa é a frase que ressoa: o que depende de nós. Porque o que depende da arbitragem brasileira virou uma roleta russa onde o tambor, curiosamente, parece sempre estar vazio quando apontado para o lado verde da força.
O impacto desse tipo de lance transcende os 90 minutos. Ele afeta a tabela, afeta o psicológico de um grupo que está no Z4 ou lutando para não entrar nele. O Internacional se defendeu com bravura, resistiu bravamente à pressão do líder, mas volta para casa não apenas com um gosto amargo de que poderia ter tido superioridade numérica em campo e quiçá vencido o jogo, mas com a sensação de impotência diante do “sistema”.
A CBF precisa intervir. Não basta afastar árbitro por duas rodadas para fazer “reciclagem” e depois devolvê-lo ao apito como se nada tivesse acontecido. É preciso transparência nos áudios do VAR — não apenas os trechos editados que convêm à confederação, mas o diálogo completo. O que o VAR viu para não chamar? Por que a agressão de Paulinho, a solada na canela, o peitaço de Ronaldo em Barbosa são tratados como lances corriqueiros de jogo?
Não somos máquinas. Errar é humano. Mas a reincidência do erro a favor de um mesmo lado, a mesma complacência metódica no mesmo estádio, deixa de ser erro humano e passa a ser padrão institucional. E quando o erro vira padrão, a integridade da competição morre.
O Palmeiras não tem culpa de a arbitragem ser ruim ou tendenciosa. O time vai lá, joga seu futebol intenso, morde o tempo todo, pressiona. Mérito total da equipe paulista. Mas a instituição sai arranhada quando o Brasil inteiro percebe que há um peso e duas medidas. É ruim para o Inter, é ruim para o campeonato e é péssimo para o próprio Palmeiras, que tem suas conquistas (legítimas e brilhantes, diga-se de passagem) constantemente colocadas sob suspeita pelos rivais por conta dessas lambanças do apito.
No fim das contas, quem perde é o torcedor. Aquele que paga ingresso caro, que assina pay-per-view, que sofre pelo seu time de coração. Estamos diante de uma crise técnica, moral e de critérios na arbitragem nacional. Botaram lenha na fogueira, a chapa esquentou de vez. O Campeonato Brasileiro está manchado, e as imagens escandalosas desse final de semana não me deixam mentir.
E você, que acompanha o futebol raiz, que vive e respira esse esporte, o que acha de tudo isso? Você concorda que há um protecionismo exagerado ao Palmeiras no Allianz Parque? Ou acha que é choro de perdedor e que a arbitragem é ruim de forma igualitária para todos? O debate está aberto e a sua voz é fundamental para não deixarmos que a cegueira seletiva do VAR passe impune. Deixe sua opinião, compartilhe sua revolta ou seus argumentos táticos. O futebol, afinal, é feito dessa paixão e dessa eterna busca por justiça dentro das quatro linhas. Não se esqueça de curtir, espalhar essa reflexão para os amigos e seguir acompanhando as análises sem filtro que o nosso futebol tanto precisa. Chegamos à marca impressionante de 400 mil vozes ativas cobrando um futebol mais justo, e não vamos nos calar. Que a bola role, mas que as regras valham para todos.