DERROTA ESCANDALOSA INCENDE O FLAMENGO — MAS FOI O QUE ACONTECEU NOS BASTIDORES QUE DEIXOU TODO MUNDO EM CHOQUE!

Crônica de um Colapso: Como o Flamengo Tropeçou na Própria Soberba e Entregou a Liderança no Mineirão

A noite prometia ser de consagração. O roteiro estava desenhado com a precisão que apenas os grandes momentos do futebol brasileiro exigem. De um lado, um Flamengo dono de um elenco milionário, recheado de estrelas, precisando de apenas três pontos para encostar de vez no Palmeiras e assumir a ponta da tabela do Campeonato Brasileiro. Do outro, um Cruzeiro forte, jogando em casa, apoiado por sua torcida no Mineirão. O que se viu ao longo dos noventa e poucos minutos, no entanto, foi uma das maiores bizarrices da temporada. Um jogo que expôs as fraturas expostas de um time que, em questão de quinze minutos, foi do céu ao inferno, protagonizando um verdadeiro filme de terror e frustrando uma nação inteira com uma derrota escandalosa.

O clima no Flamengo, que já não era dos mais tranquilos, esquentou de vez. E não é para menos. O problema não é perder para o Cruzeiro em Belo Horizonte. A Raposa tem uma baita equipe, vem fazendo um ano muito sólido e o Mineirão sempre foi um caldeirão difícil de ser domado. O problema, a verdadeira ferida que sangra no coração do torcedor rubro-negro, é a forma como a derrota foi construída. Foi um revés amargo, gestado na displicência, na falta de foco e, acima de tudo, em um segundo tempo omisso que não condiz com a grandeza e com o investimento do Clube de Regatas do Flamengo.

Para entender a anatomia desse vexame, é preciso voltar aos primeiros 45 minutos. Se o torcedor desligasse a televisão no intervalo, iria dormir com a certeza de que o time estava no caminho certo. O Flamengo fez um primeiro tempo beirando a perfeição no aspecto do controle de jogo. A equipe se impôs, teve a posse de bola, criou volume e abriu o placar. Mas o futebol, em sua essência mais cruel e punitiva, não perdoa quem brinca com a sorte. E o Flamengo brincou.

Quando você tem a chance de liquidar um adversário da magnitude do Cruzeiro dentro da casa deles, você não pode hesitar. A máxima do ex-jogador e ídolo Júnior Capacete nunca fez tanto sentido: “Você tem que enfiar a faca e girar”. O Flamengo, infelizmente para a sua torcida, não girou. Foram pelo menos quatro chances claríssimas desperdiçadas na primeira etapa. O senhor Pedro, artilheiro nato, não estava na sua noite mais inspirada. Carrascal também deixou a desejar no momento crucial. Mas o lance que ficará martelando na cabeça da comissão técnica é o de Arrascaeta. O uruguaio, que vinha recebendo elogios por uma aparente melhora de rendimento, teve a bola do jogo. Com 1 a 0 no placar, a bola quicou mansa, pedindo para ser empurrada para as redes. Era a chance de matar o Cruzeiro. Ele tinha duas opções claras: finalizar com a competência que lhe é habitual ou apenas rolar para Pedro, que estava sem goleiro. Ele escolheu o erro. Perdeu o gol. E no futebol de alto rendimento, o castigo para a piedade é sempre a derrota. Quem não faz, leva.

O que se desenrolou no segundo tempo foi algo que desafia a lógica. Um apagão generalizado. Feio, ridículo, horroroso. Parece que os jogadores do Flamengo voltaram do vestiário e esqueceram completamente tudo o que havia sido combinado, treinado e executado com sucesso na primeira etapa. Se o primeiro tempo foi um recital de controle, o segundo foi um show de horrores defensivos e de displicência tática.

A equipe técnica e os jogadores justificaram, nos corredores e no vestiário, que o time sofreu com o desgaste físico e mental. Afinal, eram três jogos seguidos contra equipes muito intensas. O Cruzeiro, dono de uma das melhores transições do Brasil, exige que o adversário esteja 100% focado o tempo todo. A justificativa oficial foi que, nos primeiros 15 minutos da etapa final, faltou concentração nos detalhes. Mas, para quem assistiu ao jogo, a sensação foi de que faltou muito mais do que perna; faltou atitude.

Aí entramos na figura do treinador. Leonardo Jardim, que vinha sendo elogiado nos últimos jogos do Brasileirão e na Libertadores, viu seu trabalho ser colocado em xeque em questão de minutos. A chuva de críticas nas redes sociais e nas mesas redondas foi imediata: “A culpa é do Léo Jardim, que recuou o time no segundo tempo”. É claro que a postura tática do time mudou. Quando se tem a vantagem, é natural tentar gerir o resultado. O próprio discurso interno da comissão técnica aponta para isso: é melhor estar ganhando e gerir o jogo do que entrar perdendo. Mas gerir o jogo não significa abrir mão de jogar. Não significa convidar um time perigoso como o Cruzeiro para dentro da sua própria área.

No entanto, seria uma injustiça tremenda colocar toda a conta dessa derrota apenas nas costas do treinador. Por mais que a estratégia do segundo tempo tenha sido questionável, são os jogadores que executam – ou falham em executar – as ações em campo. Como culpar apenas o esquema tático quando a equipe comete perdas de bola que beiram o infantil?

Isso nos leva ao lance que é o retrato perfeito da falta de responsabilidade que custou o jogo: a bola de letra de Ayrton Lucas. O Flamengo estava no campo de ataque. Era um momento de reter a bola, fazer o tempo passar, trabalhar a posse com inteligência e paciência, características de times campeões. Em vez disso, o lateral tenta um toque de calcanhar, uma firula completamente desnecessária e arriscada. O resultado? A bola é roubada, o Cruzeiro engata um contra-ataque fulminante e encontra a defesa rubro-negra completamente desarrumada, resultando no gol que selou a virada e a tragédia flamenguista. É inadmissível que isso aconteça num clube profissional. É revoltante ver uma equipe que tem de três a quatro peças de reposição de alto nível por posição jogar fora o trabalho de uma semana por um lance de pura irresponsabilidade. Não há esquema tático no mundo que sobreviva a decisões individuais tão equivocadas.

E se o ataque falhou em matar o jogo e a lateral entregou um contra-ataque de bandeja, o gol, a última linha de defesa, protagonizou seu próprio drama. Agustín Rossi é, sem dúvida, o grande vilão da noite. O goleiro argentino já havia ameaçado entregar o ouro com os pés em outras ocasiões, mas vinha se sustentando. Só que, debaixo das traves, a paciência da torcida parece ter chegado ao fim. No primeiro gol do Cruzeiro, um chute bonito, sim, mas absolutamente defensável, Rossi não chegou.

A crítica que ecoa hoje na Gávea é dura, mas calcada na realidade: Rossi não faz mais defesa difícil no Flamengo. Tudo o que é chute razoavelmente bem colocado, entra. Ah, mas ele decidiu uma Libertadores, dizem os defensores mais saudosistas. A questão é: até quando um jogador de um clube com a exigência do Flamengo vai viver de passado? Se ele é bom com os pés, como argumentam alguns, que vá jogar de volante. Debaixo da trave, a função primária do goleiro é evitar o gol, e ele não está cumprindo seu papel. A falha cometida foi imperdoável, uma patacoada que pode custar o campeonato. Se o Flamengo perder o título por um ou dois pontos no final do ano, esse jogo no Mineirão certamente será lembrado como o ponto de virada negativo.

O mais frustrante para o torcedor é olhar para o banco de reservas e não ver uma sombra real para o titular. Se o Flamengo tivesse um goleiro reserva experiente, competindo ferozmente pela posição, Rossi já teria sido barrado para a próxima partida. Mas o cenário é desolador. Matheus Cunha, ao que tudo indica, deve deixar o clube no final do ano e não tem, hoje, o nível de confiança exigido para assumir a titularidade numa reta final de Brasileiro. Ao mesmo tempo, o clube gastou uma fortuna para contratar Hugo, e o rapaz simplesmente não recebe oportunidades. Fica a impressão de que o titular joga acomodado, sabendo que sua posição não está sob ameaça real, independentemente do número de erros que cometa. Essa irresponsabilidade inaceitável na montagem e gestão do elenco cobra seu preço nos momentos mais cruciais.

A derrota escandalosa no Mineirão reacendeu um fantasma recente que parecia adormecido: a sombra de Filipe Luís. Quando a diretoria optou por Leonardo Jardim, a promessa era de um time competitivo, capaz de brigar por todos os títulos. Jardim teve seus méritos, embalou o time na Libertadores, fez bons jogos no Brasileiro – como a vitória contundente contra o Mirassol –, mas é em jogos grandes, em confrontos diretos pela liderança, que o verdadeiro peso do trabalho é medido. E a comparação é inevitável. No ano passado, Filipe Luís conseguiu gerir as crises, manteve o time na briga, entregou resultados e lidou com a panela de pressão que é o Flamengo. Diante de um vexame como o do segundo tempo contra o Cruzeiro, a pergunta que fica martelando na mente de cada rubro-negro é: para que trocaram o comando? Foi para ver o time recuar como um time pequeno no segundo tempo? O que o Leonardo Jardim vai conseguir entregar no fim das contas?

A postura do Flamengo na segunda etapa não é digna de um clube que fatura mais de bilhão por ano. Não adianta ter um CT de primeiro mundo, um elenco de videogame e uma torcida que lota qualquer estádio do país, se a mentalidade em campo, nos momentos de adversidade, é de um time medroso. O desgaste pelo acúmulo de jogos é uma realidade inegável no calendário brasileiro, mas ele atinge a todos. O Palmeiras, rival direto pela liderança, também joga de quarta e domingo. O próprio Cruzeiro joga com intensidade máxima. Usar o cansaço como muleta para explicar perdas de bola infantis e erros de fundamento é jogar a inteligência do torcedor no lixo.

A experiência de um elenco acostumado a finais de Libertadores deveria servir exatamente para esses momentos. Quando as pernas pesam e o pulmão queima, é a cabeça que tem que ditar o ritmo. É a capacidade de reter a bola, de cavar uma falta, de esfriar o ímpeto do adversário. O Flamengo fez exatamente o oposto. Entregou a bola, acelerou o jogo quando devia cadenciar, e chamou o Cruzeiro para dançar na sua área. Tomar o gol de empate já seria um balde de água fria imenso, mas levar a virada no último minuto, no apagar das luzes, transforma uma jornada esportiva em uma humilhação desnecessária.

O Brasileirão não perdoa. O campeonato de pontos corridos é uma maratona implacável onde a consistência é a única moeda de troca válida. Você não pode jogar o fino da bola contra os times da parte de baixo da tabela e, quando encontra um adversário nivelado por cima, ter um apagão de 45 minutos. O Flamengo perdeu não apenas três pontos cruciais; perdeu a chance de mandar um recado de força para os rivais. A liderança estava ali, palpável, a um palmo de distância, mas escorregou pelos dedos graças a um excesso de preciosismo de alguns, à falha técnica de outros e a uma leitura de jogo desastrosa na beira do campo.

Agora, o clima na Gávea, que já vinha sob constante escrutínio, promete dias de tempestade. Não há tempo para lamber as feridas. A cobrança virá pesada. A torcida não engolirá desculpas esfarrapadas sobre cansaço ou méritos absolutos do adversário. Sim, o Cruzeiro teve o mérito de não desistir e de punir os erros do Flamengo, mas o foco da revolta rubro-negra está no próprio umbigo.

Fica a lição amarga de um domingo que deveria ser de festa. O Flamengo precisa decidir o que quer deste campeonato. Se quer ser campeão, não pode permitir que a várzea se instale em seu sistema defensivo nos momentos capitais de uma partida. Não pode depender de um goleiro que falha quando é testado. Não pode se dar ao luxo de perder gols feitos quando o jogo está sob controle. E, acima de tudo, não pode ter uma postura sem vergonha quando o relógio aperta. O talento existe de sobra, mas no futebol, como provou o apito final no Mineirão, talento sem responsabilidade e sem foco é apenas o caminho mais bonito e caro para a derrota.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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