3096 DIAS TRANCADA EM UM PORÃO!

Imagine um caso em que uma criança de apenas 10 anos de idade acabou sendo sequestrada por um psicopata completamente desequilibrado e mantida em cativeiro totalmente isolada, no escuro e sozinha, em um espaço de apenas 5 metros quadrados. Esta é a história de Natascha Kampusch, e vou contar tudo sobre ela hoje.
Natascha Kampusch nasceu em 17 de fevereiro de 1988. O pai dela era padeiro e a mãe, costureira. Natascha era a filha caçula e tinha uma diferença de 18 anos em relação à irmã mais velha.
Com isso, ela acabou sendo praticamente filha única e vivenciou um contraste muito forte, pois seu pai era extremamente carinhoso, mas sua mãe era muito severa, bastante punitiva, alguém que estava sempre regulando meticulosamente tudo o que a menina fazia. Ela era muito controladora. No entanto, embora o pai fosse muito afetuoso, ele também tinha problemas graves com o alcoolismo.
Ele era alcoólatra, e isso acabou sendo um grande problema na vida dela também. E sobre a mãe, só para deixar claro, não quero insinuar que ela fosse necessariamente uma pessoa tóxica ou que tivesse algum tipo de transtorno, nada disso. Ela era controladora e bastante rígida, sim, mas dentro dos limites normais de uma mãe superprotetora. O problema era que ela protegia até demais, ao extremo. Ela tinha muito medo de que algo acontecesse com a filha. E, ironicamente, acabou acontecendo, como vocês verão ao longo deste caso.
Depois de um tempo, os pais de Natascha acabaram se divorciando, e ela teve que lidar com essa turbulência em sua vida e em sua família. Ela foi pega bem no meio daquele fogo cruzado. Além disso, havia outra coisa que incomodava muito Natascha: ela sempre quis ser muito independente. Mesmo sendo criança, ela queria ter essa autonomia.
Ela queria poder ir para a escola sozinha. Sentia vergonha quando a mãe a levava e lhe dava um beijo na testa. Ela ainda era criança, mas já tinha um pouco daquele sentimento de adolescente, sabe? Queria um pouco mais daquela liberdade que os jovens têm, de sair sozinha e tudo mais.
E então, de tanto insistir e implorar à mãe:
“Não, mãe, por favor, me deixa ir.”
A mãe finalmente cedeu, e ela conseguiu permissão para ir à escola sozinha. Em 2 de março de 1998, Natascha já estava com 10 anos e no quarto ano. E aquele era o primeiro dia em que ela realmente iria para a escola sozinha.
Um detalhe muito triste dessa história é que Natascha e a mãe tinham um acordo de que nunca iriam dormir brigadas. Se tivessem algum problema, qualquer intriga ou briga, independentemente do motivo, elas tentariam resolver para poderem dormir bem.
Mas, na véspera do sequestro, Natascha brigou com a mãe e quebrou essa regra. Ela não conversou com a mãe e, no dia seguinte, quando foi para a escola sozinha pela primeira vez, nem sequer se despediu, sem saber, sem a menor noção de que aquela seria a última vez que veria a mãe ali.
Então, foi uma situação realmente agravante. Natascha foi para a escola sozinha e, no caminho, acabou avistando um homem encostado em uma van branca. E ela, apesar de muito jovem, tendo apenas 10 anos, sentiu instintivamente que algo estava errado. Ela percebeu que aquele homem poderia ser uma ameaça.
Como curiosidade, outra ironia do destino para Natascha é que, após o divórcio dos pais, ela começou a consumir muito conteúdo sobre crimes reais. Ela passava muito tempo sozinha e boa parte desse tempo era dedicado a assistir a esses programas. Por isso, mesmo sendo muito jovem, ela entendia muito do que estava acontecendo e teve esse pressentimento em relação ao homem parado perto da van.
Mas ela achou que seria infantil desviar o caminho. Pensou que deveria simplesmente ignorar seus instintos e continuar andando. E, enquanto ela caminhava, o homem começou a se aproximar e ir na direção dela. Mesmo extremamente nervosa, ela não recuou; continuou andando. E então, quando ele chegou bem perto, sem dar tempo para nenhuma reação, o homem a agarrou e a jogou dentro da van.
Natascha ficou paralisada; não conseguia gritar, não conseguia reagir. É como se ela estivesse realmente presa em um pesadelo onde tentava gritar, mas não conseguia. E então, já dentro da van, quando ela finalmente conseguiu reagir, ele começou a ameaçá-la e a alertou sobre as piores coisas que poderiam lhe acontecer se ela gritasse ou tentasse chamar a atenção de alguém.
E esse homem que sequestrou Natascha e a jogou na van era Wolfgang. Foi Wolfgang quem a levou, um cara que aparentemente não tinha nada de especial. Ele não tinha antecedentes criminais.
Ele era filho único, trabalhava como técnico de comunicações, fazia algumas reformas em apartamentos e morava sozinho. Para quem via de fora, ele parecia apenas um homem comum, trabalhador, honesto e dedicado, mas, na realidade, ele era um psicopata. Alguém capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Dentro da van, Natascha realmente começou a pensar no pior, porque ouviu Wolfgang falando com alguém no telefone e parecia que ele estava tentando entregá-la para outra pessoa. Então, ela começou a imaginar que seria contrabandeada ou torturada. Ela começou a imaginar coisas realmente horríveis.
No entanto, ela não fazia ideia de que, na verdade, iria passar pelo inferno na Terra, e que talvez o que ela imaginou fosse até mais fácil do que o que ela realmente viveu naqueles 8 anos. Wolfgang acabou levando Natascha para uma antiga casa do avô dele, onde havia uma área, parecida com um bunker, que era um abrigo antibombas da época da Segunda Guerra Mundial.
Ele reformou a casa inteira sozinho, com o objetivo principal de criar uma prisão para Natascha. O quarto era bizarramente assustador, pois tinha apenas 5 metros quadrados, ficava atrás de um cofre cuja porta pesava 150 kg e, para chegar lá, era preciso rastejar por um túnel super apertado.
Era um lugar extremamente bizarro e nojento, porque, além de tudo, Wolfgang não cuidava do local, não fazia nenhuma manutenção, então era cheio de insetos e mofo. Não havia luz natural lá embaixo. Era algo realmente repulsivo e assustador. Wolfgang usou o próprio trabalho com reformas de apartamentos para pedir conselhos aos colegas sobre como melhorar o isolamento acústico do local, para que ninguém ouvisse nada.
Com isso, ele usou muito do próprio trabalho para construir essa prisão de tal forma que seria verdadeiramente impossível para ela escapar de lá.
Ele era tão doente que, embora o lugar já fosse muito nojento, ele nem a deixava tomar banho. Durante os primeiros meses, ela praticamente não tomou banho. Como eu disse, já havia o problema do mofo e dos insetos, então dá para imaginar a situação pela qual ela estava passando.
Ela também acabou notando um padrão nele ao longo dos anos, com seu humor alternando constantemente. Ele a tratava super bem, trazia livros para ela ler, um colchão para ela deitar, coisas desse tipo, tudo “muito bem” entre aspas. Ele a agradava de alguma forma, demonstrava afeto, dava beijos, e do nada se transformava em um monstro e simplesmente a espancava. Batia tão forte nela que ela nem conseguia andar direito.
Ele era tão inconstante e paranóico que até instalou um interfone para não ter que descer e falar com ela pessoalmente. Sempre que queria conversar, ele simplesmente ligava e falava por lá, sem precisar ir até o porão.
E, apesar de ter apenas 10 anos, Natascha já havia percebido que ele tinha um distúrbio muito grave, porque logo que chegaram, a primeira coisa que ele fez foi pegar tudo o que ela tinha — mochila, sapatos, tudo — e queimar. Ele achava que, de alguma forma, ela poderia ter algum tipo de rastreador. Então, ele era extremamente paranoico.
Wolfgang começou a tentar convencer Natascha de que os pais dela não a estavam procurando, que ninguém se importava com ela, até o ponto de tentar fazê-la acreditar que ele era necessário, que estava tentando protegê-la de alguma forma. Ele começou a usar métodos de controle para tentar manipular a mente dela.
Algum tempo depois, ele pediu que ela mudasse de nome, alegando que o nome Natascha agora pertencia a ele, e ela acabou escolhendo o nome Bibiana. Mais tarde, em seu livro, Natascha relatou vários dos abusos que sofreu enquanto estava em cativeiro: mordidas, socos, chutes e até um dos incidentes mais graves que ela descreveu, no qual ele a esfaqueou no joelho, fazendo-a sangrar profusamente.
E, mesmo assim, em vez de se preocupar em ajudá-la, ele ficou ainda mais irritado porque ela estava sujando o chão de sangue; ele era obcecado por limpeza. Ele ficou ali completamente incomodado com o sangue dela manchando o piso, em vez de tentar socorrê-la de alguma forma. Além disso, ela relata ocasiões em que ele brigava porque o cabelo dela caía no chão, o que o incomodava tanto que ele ordenou que ela começasse a usar um saco plástico na cabeça.
Mas, ainda assim, ele continuou se incomodando a ponto de raspar a cabeça dela completamente para que não houvesse mais cabelo no chão. A obsessão dele por limpeza ia tão longe que, mesmo quando ela chorava, ele dizia que ela não podia chorar e inventava histórias de que as lágrimas dela poderiam deixar DNA nos azulejos, o que poderia lhe causar problemas caso fosse descoberto.
Ele até recebia visitas frequentes da mãe e da avó e, curiosamente, ninguém nunca suspeitou de nada. Para vocês verem o quão bem escondido era aquele cativeiro. Wolfgang também controlava a alimentação dela como uma forma de mantê-la fraca, para que ela não tivesse forças para tentar fugir.
Além de controlar a dieta para enfraquecê-la, ele também a obrigava a limpar a casa completamente nua, para que ela se sentisse constrangida de tentar fugir daquele jeito, ou para que as pessoas achassem que ela era louca caso fosse vista. Com o tempo, ela acabou ganhando algumas pequenas liberdades. Começou a ter permissão para subir e ajudá-lo nas tarefas domésticas.
Finalmente, foi permitido a ela passar algum tempo no jardim. Tudo isso foi sendo construído ao longo dos anos. Após 5 anos de cativeiro, ele até a deixou sair de casa para ir com ele ao trabalho, nas reformas que ele fazia, porque ela já não se parecia mais com aquela criança de 10 anos da foto de desaparecida. Então, ele se permitiu ser um pouco mais ousado, mas sempre foi muito rigoroso ao alertá-la sobre as punições e o que aconteceria se ela tentasse alguma coisa.
E como ela estava tão envolvida naquilo, com medo do que pudesse acontecer, ela não saía da linha e simplesmente o obedecia. Apenas um parêntese sobre essas pequenas liberdades que Natascha tinha: cada um desses momentos, especialmente tomar um pouco de ar fresco no jardim, era algo grandioso para ela.
Coisas que parecem triviais para nós, simples e rotineiras, tornavam-se momentos de imenso prazer para ela. Faziam com que se sentisse verdadeiramente viva. Apenas sentir a brisa no rosto era algo incrível, pois imaginem ficar presa 24 horas por dia em um cubículo de 5 metros quadrados, sem ar fresco e sem luz natural.
Portanto, para ela, era realmente um momento de alívio. E uma das coisas que as pessoas mais perguntam sobre o caso de Natascha é por que ela não tentou fugir em nenhum momento. Primeiro, como já mencionei, ela estava muito envolvida psicologicamente nas manipulações dele. Além disso, Natascha tinha muito medo de acabar envolvendo outras pessoas naquilo e arriscar a vida de terceiros.
E ela tentou fugir, sim; houve pelo menos dois momentos em que ela tentou, mas acabou frustrada e não conseguiu. Isso reforçou em sua mente a ideia de que ela realmente não deveria tentar nada, pois além de colocar outras pessoas em perigo, ela temia o que ele faria como punição pela tentativa de fuga.
A primeira vez que ela tentou fugir foi quando viajou para uma estação de esqui com ele e, em certo momento, foi ao banheiro. Wolfgang foi junto, obviamente esperando na porta, e ela encontrou uma mulher que, sem ela saber, era holandesa. Ela tentou se comunicar, pedir ajuda, disse que havia sido sequestrada, mas a mulher, não entendendo nada do que ela dizia, apenas sorriu e foi embora.
Então, Natascha acabou pensando que não adiantava falar com as pessoas ou tentar explicar sua situação, porque elas não se importariam. Muitas coisas passaram pela cabeça dela, e ela achou melhor não tentar novamente. Houve também outro caso em que eles foram parados em uma blitz policial.
Havia apenas um caminho a seguir, e ao chegarem na blitz, ela sabia que não havia para onde ele escapar e que teriam que parar. Quando foram parados, Natascha tentou sutilmente dar alguns sinais ao guarda de que havia sido sequestrada, olhando fixamente para ele, tentando mostrar que algo estava errado, mas, infelizmente, o policial não captou os sinais.
No fim das contas, eles seguiram viagem. E depois disso, Natascha desistiu de tentar fugir. Devido a todo o sofrimento que suportou por tantos anos, ela tentou o suicídio pelo menos três vezes durante aqueles oito anos de cativeiro, até que chegou o dia 23 de agosto de 2006, quase oito anos e seis meses após o dia em que foi sequestrada — o dia de sua fuga.
Foi quando Wolfgang pediu que Natascha limpasse o carro dele, pois ele planejava vendê-lo. Enquanto ela limpava o veículo, Wolfgang atendeu a uma ligação, e como Natascha estava fazendo muito barulho com o aspirador de pó, ele achou melhor se afastar um pouco para conseguir conversar direito.
Nesse meio tempo, Natascha notou que o portão estava completamente aberto e que Wolfgang estava distraído. Ela percebeu que era hora de fugir, que aquele finalmente era o dia em que poderia se livrar daquele pesadelo. Sem pensar duas vezes, ela simplesmente largou o aspirador ligado, correu para a rua e começou a pedir ajuda, tentando falar com qualquer um que pudesse socorrê-la.
Muitas pessoas a ignoraram, até que ela encontrou uma senhora. Ela acabou entrando na casa dessa mulher para pedir que chamasse a polícia. Algumas versões dizem que a mulher chamou a polícia contra Natascha inicialmente, e depois tudo foi esclarecido. Outras fontes afirmam que a mulher hesitou no começo, achando que Natascha era apenas uma invasora tentando roubar algo, mas no fim entendeu o pedido e ligou para a polícia.
Independentemente do que tenha acontecido exatamente, o fato é que ela ligou para a polícia, as autoridades chegaram e Natascha conseguiu descrever muito bem a casa de Wolfgang, facilitando a localização.
A casa não ficava em um lugar escondido, então a polícia chegou rápido. Porém, quando Natascha escapou, Wolfgang rapidamente percebeu a fuga e foi direto para a estação de trem no centro de Viena, onde tirou a própria vida. Portanto, ele nunca pagou pelos seus crimes, pois colocou um fim em tudo ali mesmo.
Ele se suicidou pulando na frente do primeiro trem que viu na estação. E a parte mais bizarra dessa história, que é verdadeiramente revoltante de ouvir, é que a polícia poderia ter resolvido o caso muito antes. Na verdade, ela poderia ter ficado presa por dias, e não por anos. E, no fim das contas, ela só conseguiu sair por conta própria, e não pela ação da polícia.
O que aconteceu foi que houve pelo menos três situações em que a polícia teve a chance de prender Wolfgang e acabou sendo muito ineficiente, não fazendo absolutamente nada. Nos primeiros dias, uma menina de 12 anos relatou ter visto Natascha sendo sequestrada por um homem em uma van branca.
Eles iniciaram uma investigação e começaram a procurar homens que dirigissem vans brancas. O problema é que eles anunciaram isso abertamente, avisando nos jornais e na televisão que estariam parando e investigando esses veículos. Wolfgang teve tempo de prever a situação e disfarçar a van para que não soubessem que ele era o verdadeiro culpado.
E aquela mesma menina de 12 anos que viu Natascha ser levada também disse que, se a polícia tivesse pedido a ela para fazer um retrato falado na época, ela se lembraria de uma riqueza de detalhes e, se encontrassem Wolfgang, ela o reconheceria com certeza. Mas a polícia simplesmente deixou pra lá, revistou as vans com aviso prévio e tudo acabou sendo em vão.
A parte que mostra o quão amadora a polícia realmente foi neste caso ocorreu quando um homem denunciou seu vizinho, dizendo que ele era um homem estranho que possuía uma van branca e tinha um gosto peculiar por garotas mais jovens. Mas, na verdade, a vizinha desse homem era a mãe de Wolfgang, não o próprio Wolfgang.
A polícia nunca investigou a fundo. Eles viram que a pessoa que morava ali era uma senhora e deram o caso por encerrado. Não consideraram a possibilidade de o culpado ser alguém que visitava o local com frequência. A polícia simplesmente ignorou.
Qualquer pessoa comum pensaria:
“Nossa, mas e se esse homem for alguém ligado a essa mulher?”
É uma dedução óbvia. Então, foi um erro grotesco da polícia, e acredito que o pior erro de todos. É por isso que questiono: quantos casos nós nunca ficamos sabendo devido a erros como este? No fim, Natascha escreveu dois livros e ganhou uma boa quantia de dinheiro, o que levou algumas pessoas a alegarem que ela estava apenas tentando lucrar com a própria desgraça.
Outros afirmam que ela não passou por nada daquilo, que tudo foi encenado. Mas isso é apenas uma teoria da conspiração. As evidências mostram que ela realmente sofreu tudo o que relatou e que Wolfgang agiu sozinho.
Um fato curioso no desfecho desse caso é que a própria Natascha chorou quando soube que Wolfgang havia morrido. Incrivelmente, ela nutria alguns sentimentos de pena por ele em certos momentos. Queira ou não, ela acabou formando um vínculo com ele ali. Muitas pessoas começaram a teorizar que ela poderia estar sofrendo da Síndrome de Estocolmo, que é quando a vítima se apaixona pelo sequestrador. Mas ela negou tudo isso, dizendo que simplesmente sentia pena dele, mas que não era o caso da síndrome. Ela sabia perfeitamente pelo que estava passando e sabia o monstro que ele era.
Outra coisa interessante é que ela processou o Estado austríaco e, como parte do acordo, recebeu a casa onde foi mantida em cativeiro. Ela decidiu não vender nem repassar a casa para ninguém, porque não queria que o local se transformasse em uma espécie de parque de diversões bizarro onde as pessoas pudessem encontrar satisfação no sofrimento dela.
Ela preferiu manter a casa. E um último detalhe muito importante nesta história é que Natascha nunca revelou se houve ou não abuso. É por isso que não mencionei esse assunto durante a história, pois é algo sobre o qual ela nunca falou, nunca quis falar, e acredito que provavelmente nunca falará.
Então, esse mistério permanecerá. Mas ela tem todo o direito de não querer falar sobre isso. É a vida dela, é a história dela. E acredito que ela levará isso consigo em definitivo.