ELAS CONQUISTARAM O BRASIL E DEIXARAM SAUDADE: 30 ATRIZES DA ERA DE OURO DA TV QUE JÁ PARTIRAM — algumas tiveram finais inesperados e histórias que continuam emocionando milhões de brasileiros

30 ATRIZES DA ERA DE OURO DA TV QUE JÁ PARTIRAM E DEIXARAM SAUDADES DOS ANOS 70 E 80

Houve uma época em que a televisão brasileira tinha outro ritmo. As novelas reuniam famílias inteiras diante da tela, os personagens entravam na rotina das pessoas e determinadas atrizes se tornavam praticamente parentes do público. Bastava aparecerem no vídeo para que milhões reconhecessem imediatamente o rosto, a voz e até o jeito de falar.

Muitas dessas mulheres ajudaram a construir a história da dramaturgia brasileira. Algumas viveram mais de seis décadas diante das câmeras. Outras tiveram trajetórias interrompidas cedo demais. Entre comédias, novelas, teatro e cinema, deixaram personagens que continuam vivos na memória de quem acompanhou a televisão dos anos 70 e 80.

Entre as despedidas mais recentes está Glória Menezes, uma das maiores atrizes brasileiras. Segundo o roteiro, ela morreu em 18 de agosto de 2026, aos 91 anos, depois de mais de seis décadas de carreira. Ao lado de Tarcísio Meira, seu companheiro por mais de meio século, formou um dos casais mais queridos da televisão brasileira. Em Irmãos Coragem, interpretou as diferentes personalidades de Lara e também brilhou em Guerra dos Sexos, Rainha da Sucata e Totalmente Demais. Sua partida representou o fim de uma trajetória que atravessou várias gerações da televisão.

Pouco antes, o Brasil também havia se despedido de Laura Cardoso, verdadeira pioneira da televisão. Aos 98 anos, ela teria partido serenamente, cercada pela família. Sua carreira começou no rádio quando tinha apenas 15 anos e atravessou mais de oito décadas. Mulheres de Areia, Chocolate com Pimenta, Gabriela, Sol Nascente e O Outro Lado do Paraíso estão entre os trabalhos lembrados pelo público. Seu último trabalho em novelas foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Outra figura marcante foi Ira de Gomes, conhecida por interpretar Doroteia Cajazeira em O Bem-Amado. Ao lado de Judiceia e Dulcineia, fazia parte do famoso trio de irmãs solteironas da novela. Também participou de Estúpido Cupido e emprestou sua voz a estrelas internacionais em dublagens brasileiras. Morreu em 2009, aos 85 anos, depois de complicações de saúde.

A lista também recorda Lutegílio, apresentada no roteiro como irmã de Chico Anísio e integrante de uma família ligada ao mundo artístico. Ela apareceu em produções como Anjo Mau, Mulheres de Areia e Cama de Gato. Antes de se dedicar completamente à arte, havia estudado Direito. Enfrentou um câncer de pulmão e morreu em dezembro de 2010, aos 84 anos.

Entre as pioneiras estava ainda Márcia Real, que participou dos primeiros anos da televisão brasileira. Apresentou Clube dos Artistas durante uma década e foi apontada como a primeira vencedora do Troféu Imprensa de Melhor Atriz. Também marcou presença em Bebê a Bordo, O Direito de Nascer e A Viagem. Afastada dos holofotes, enfrentou Alzheimer durante mais de uma década e morreu em 2019, aos 90 anos.

No campo do humor, poucas eram tão reconhecíveis quanto Consuelo Leandro. Sua passagem pelo rádio, pela televisão e pelo cinema foi marcada por personagens populares, expressões exageradas e uma capacidade rara de transformar uma cena simples em uma grande confusão. Em Cambalacho, viveu Lili Bolero. Também esteve em A Praça é Nossa e A Escolinha do Golias. Morreu em 1999, aos 67 anos, após problemas de saúde.

Outra inesquecível foi Marina Miranda, eternizada como Dona Charanga em A Escolinha do Professor Raimundo. Sua voz e seu jeito irreverente conquistaram o público. Ela também participou de Os Trapalhões, Dona Xepa, Dancin’ Days e A Gata Comeu. Morreu em setembro de 2021, aos 90 anos.

Ilka Soares representava outro lado daquela televisão: elegância, beleza e sofisticação. Antes das novelas, já havia brilhado como modelo. Na televisão, participou de Anjo Mau, Locomotivas e O Cafona, além de integrar os primeiros momentos da televisão em cores. Morreu em 2022, aos 89 anos, depois de enfrentar um câncer de pulmão.

Maria Helena Dias também deixou sua marca em Elas por Elas, novela de 1982, além de trabalhos como Água Viva, Tieta e Rainha da Sucata. Morreu em São Paulo, em 2023, aos 91 anos, após problemas de saúde.

Já Aracy Cardoso construiu uma carreira de grande longevidade. Esteve em Água Viva, Final Feliz, A Gata Comeu, Mandala, Corpo a Corpo e Sol Nascente. Morreu em 2017, aos 86 anos, depois de complicações cardíacas, renais e pulmonares.

Outra lembrança importante é Neusa Amaral, atriz que apareceu em grandes sucessos como Irmãos Coragem, Selva de Pedra e Fogo Sobre Terra. Começou a trabalhar ainda menina e construiu uma carreira de seis décadas. Nos anos 90, entrou para a política e foi eleita vereadora no Rio de Janeiro. Morreu em 2017, aos 86 anos.

Susana Faini começou como bailarina antes de conquistar espaço como atriz. Participou de Selva de Pedra, Dancin’ Days, Pai Herói, Top Model, A Favorita e Salve Jorge. Sua trajetória artística chegou a sete décadas. Morreu em 2022, aos 89 anos.

Entre as perdas que mais impressionam está Leila Diniz. Ela não foi apenas atriz: tornou-se símbolo de liberdade e transformação dos costumes. Sua fotografia grávida, usando biquíni em 1971, tornou-se histórica. No ano seguinte, quando retornava da Austrália, o avião em que viajava caiu perto de Nova Délhi, na Índia. Leila morreu em 14 de junho de 1972, aos apenas 27 anos, deixando uma filha ainda bebê.

Também não é possível falar dessa geração sem lembrar Lílian Lemmertz, protagonista de Baila Comigo. Ela interpretou personagens marcadas por força, dúvidas e conflitos humanos. Sua carreira, entretanto, foi interrompida tragicamente em 1986. A atriz sofreu um infarto fulminante e morreu aos 48 anos.

Zilka Salaberry tornou-se a avó de milhões de brasileiros ao interpretar Dona Benta em Sítio do Picapau Amarelo. Entre 1977 e 1986, sua presença conquistou uma geração inteira. Morreu em 2005, aos 87 anos, depois de enfrentar problemas renais, infecção urinária e desidratação.

E havia ainda Dercy Gonçalves, uma personalidade impossível de reproduzir. Teatro de revista, rádio, cinema e televisão fizeram parte de sua trajetória. Com seus programas e seu humor irreverente, tornou-se conhecida por falar aquilo que outros não tinham coragem de dizer. Trabalhou por mais de oito décadas e morreu em 2008, aos 101 anos.

Sandra Bréa também marcou profundamente aquela geração. Conhecida por sua beleza e por personagens fortes, tornou pública sua condição de saúde em uma época em que o preconceito era enorme. Mais tarde, enfrentou um câncer de pulmão e morreu em 2000, aos apenas 47 anos.

E a lista continua com nomes como Lady Francisco, lembrada por A Escrava Isaura, Louco Amor e Tieta; Iara Côrtes, que conquistou o público em Dona Xepa e A Viagem; Zezé Macedo, uma das grandes comediantes do país; Sônia Mamede, inesquecível como Ofélia; Zilda Cardoso, a eterna Dona Catifunda; Wilza Carla, lembrada pela extravagante Dona Redonda; e tantas outras artistas que fizeram da televisão brasileira um lugar de encontro.

Cada uma dessas mulheres deixou uma marca diferente. Algumas provocavam gargalhadas. Outras emocionavam. Algumas eram protagonistas, enquanto outras apareciam por poucos minutos e, ainda assim, roubavam a cena.

Talvez seja justamente por isso que suas mortes tenham causado tanta comoção. Elas não eram apenas atrizes. Para quem cresceu assistindo à televisão daquela época, eram parte da infância, da adolescência, das noites em família e das histórias que ficaram guardadas para sempre.

A televisão mudou. Os programas mudaram. As novelas ganharam outro ritmo. Mas basta rever uma cena antiga para que uma voz, um olhar ou uma simples expressão faça o passado voltar por alguns instantes.

E talvez esse seja o maior legado dessas 30 atrizes: elas partiram, mas nunca desapareceram completamente. Permanecem nos personagens, nas cenas e, principalmente, na memória de quem um dia parou diante da televisão para assistir.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

Recommended for You

View Archive arrow_forward