Caso Berenice: Atualizações Reais sobre Eliane e os Envolvidos no Crime que Abalou o Litoral de São Paulo e o Rio

**Caso Berenice: Atualizações Reais sobre Eliane e os Envolvidos no Crime que Abalou o Litoral de São Paulo e o Rio**
O Caso Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, transformou Ubatuba em um dos maiores dramas policiais do ano. A cozinheira que trabalhava há quatro meses na pousada e no mercado de propriedade de Eliane Alves dos Santos sumiu no dia 30 de junho de 2026. Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso ganhou contornos de homicídio qualificado após o corpo ser encontrado 17 dias depois, em uma mata densa em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Hoje, 13 de agosto de 2026, a investigação ainda está em curso, mas já há avanços importantes que deixam claro o que realmente aconteceu. A principal suspeita, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, segue presa na cadeia de Caraguatatuba, aguardando vaga para ser transferida ao presídio de Tremembé. Seu companheiro, Irimar Castilho, de 55 anos, foi preso preventivamente em 3 de agosto na Praia do Estaleiro e transferido ao Presídio Militar Romão Gomes. O sobrinho de Eliane, Magno dos Santos Neri Barbosa, de 31 anos — conhecido como “Ney” —, foi capturado em 4 de agosto e também responde por prisão preventiva.
Tudo começou com uma discussão aparentemente simples: as verbas trabalhistas. Berenice, que morava no mesmo bairro de Ubatumirim, havia pedido demissão. Ela cobrava cerca de R$ 5 mil em direitos trabalhistas — férias, 13º salário, aviso prévio. Eliane, segundo a denúncia do Ministério Público, se recusou a pagar e chegou a suspeitar que a ex-patroa furtava mercadorias do estabelecimento. Testemunhas anônimas relataram que, na tarde do dia 30 de junho, uma discussão acalorada foi vista na frente da pousada. Berenice carregava duas sacolas. Eliane, com a ajuda de um primo (ainda não identificada), a obrigou a entrar na caminhonete preta Nissan Frontier. O que veio depois, segundo a acusação, foi brutal.
Conforme o inquérito policial e a denúncia aceita pela Justiça, durante o trajeto pela Rodovia Rio-Santos, Eliane atirou duas vezes nas costas de Berenice, ainda dentro do veículo. As marcas de bala foram encontradas de dentro para fora, com sangue humano concentrado no banco do passageiro. Magno, que dirigia o carro, e Irimar, que supostamente ajudou a forçar a entrada da vítima, completaram o plano. O corpo foi jogado em uma área de mata próxima à Estrada de Lídice, em Angra dos Reis. A caminhonete foi encontrada sem placas e com reparos recentes compatíveis com tiros. No celular de Eliane, os investigadores descobriram buscas repetidas sobre “como desmontar e limpar veículo” e “eliminar vestígios”. Além disso, o equipamento de gravação das câmeras de segurança da pousada foi retirado e escondido — prova clara de que a patrão tentava apagar qualquer rastro.
As contradições começaram logo no primeiro depoimento de Eliane. Ela contou ao filho de Berenice, José Carlos de Faria, que tinha pago R$ 2,6 mil em dinheiro e deixado a cozinheira em um ponto de ônibus, a caminho da Praia das Toninhas. Imagens de câmeras e radares confirmaram que a caminhonete seguiu para Paraty, em direção ao Rio de Janeiro. A versão mudou várias vezes até que a polícia identificou sangue e marcas de tiro. No dia 10 de julho, a Justiça decretou prisão temporária de Eliane. Após audiência de custódia, a prisão foi mantida. Na mesma semana, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ubatuba e em outras propriedades da patrão. Dois celulares e um gravador de vídeo foram apreendidos. Irimar foi preso em 3 de agosto durante uma operação na praia e levado para presídio militar. Magno foi capturado no dia seguinte; ele estava foragido e já respondia por participação direta no homicídio e na ocultação do cadáver.
O corpo foi localizado em 17 de julho por bombeiros e policiais de São Sebastião, no interior de São Paulo, e Angra dos Reis. O filho de Berenice reconheceu o cadáver por uma tatuagem de borboleta que a mãe tinha no antebraço. Os exames periciais confirmaram: tiros de dentro para fora, sangue humano no banco do passageiro, marcas de reparo recentes na caminhonete. A Polícia Civil tratou o caso como homicídio qualificado — motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia do Ministério Público, apresentada pela promotora Heloíse Maia da Costa, acusa os três de atuar em conjunto: Eliane como mandante e executora dos tiros, Magno como motorista e encobridor, e Irimar como cúmplice na força para colocar a vítima no carro.
A defesa de Eliane, assumida por um novo advogado em 5 de agosto, já protocolou recursos para reverter as prisões. O companheiro diz que é “um equívoco judicial” e que será inocentado. O sobrinho, Magno, também nega tudo. Mas as provas são esmagadoras: sinais de celular na cena do crime, buscas no celular de Eliane, imagens que desmentem o trajeto alegado, sangue e balas. A Justiça aceitou a denúncia e manteve todas as prisões preventivas. Hoje, Eliane aguarda vaga em unidade feminina de Tremembé. Irimar e Magno estão em presídios diferentes. O inquérito segue aberto, com perícias complementares e análises de áudios e vídeos.
Essa história chocou o Litoral Norte de São Paulo e ganhou repercussão nacional. Uma mulher de 60 anos, que trabalhava duro para pagar as contas, virou vítima de uma patrão que preferiu matar a pagar o que devia. O caso de Berenice não é só mais um “assassinato por dinheiro”. É um alerta para toda família que vive de emprego: fique atenta com rescisão trabalhista, não confie em promessas de “acertos em dinheiro” e nunca entre em carro com estranhos. Eliane e os envolvidos respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A Justiça ainda não julgou, mas as provas já estão lá, pesando como chumbo.
Enquanto o país discute se o caso é “falso” ou “real”, a verdade segue sendo construída pelos fatos: sangue na caminhonete, balas, buscas online sobre limpar carro e três pessoas presas. Berenice merece justiça. A sociedade merece transparência. E você, leitor, já clicou no link do G1 ou está esperando mais atualização? Comente agora! O caso continua aberto e os envolvidos não vão escapar. Fiquem atentos, o drama não acabou.