O Cativeiro da Agonia: O Resgate Inesperado no Buraco da Morte e a Traição que Estremeceu o Submundo

Hoje vamos trazer dois casos brutais ligados ao tribunal do crime. Desde um jovem que foi obrigado a cavar a própria cova até um agiota que, após agredir uma senhora idosa, acabou indo parar no tribunal do crime. Agora vamos entender essas duas histórias. Este primeiro caso se passa em Catende, na região da Zona da Mata Sul de Pernambuco.
E para você entender bem o contexto, esta região vive uma guerra territorial entre duas facções gigantescas, o Comando Vermelho e o PCC. Essas duas organizações brigam com unhas e dentes pelo controle do tráfico de drogas naquela área, e essa disputa é extremamente violenta. Cada pedaço de território vale muito dinheiro e, por causa disso, o número de homicídios ligados a essa guerra entre facções é assustadoramente alto naquela região.
Quase não passa uma semana sem um novo confronto, uma nova execução, uma nova disputa de poder entre esses grupos. É dentro desse cenário castigado pela guerra que a nossa primeira história acontece. O jovem, identificado como Leandro Antônio da Silva, de 30 anos, supostamente era afiliado ao Comando Vermelho. Mas, a certo ponto, ele acabou sendo capturado por membros do PCC, a facção rival, que também tem forte presença naquela região.
Leandro foi levado para o chamado “tribunal do crime”. Lá, ele foi forçado a dar um depoimento, explicando por que estava sendo julgado por aquela facção.
“Eles chegam e dizem que eu estou fechado com o Comando Vermelho, que meu padrinho era o Itamar e a Andela. E olha, não adianta nem fechar com dois V, não, CV, não. Eu já fiz muito trabalho para esses caras. Aqueles caras ali, ó, me deixaram. Agora estou aqui, estou no carro. Agora vou te falar, esses moleques hoje em dia, não adianta fechar com dois caras, porque os manos são tudo três, mano. E se o três pega, não tem jeito.”
E após aquele momento que você acabou de testemunhar, Leandro foi obrigado a cavar a própria cova. E agora vem a parte mais grave de toda essa história. Um vídeo que não pode ser exibido aqui por conter imagens extremamente gráficas. Nesse vídeo, com a cova já cavada, Leandro é forçado a deitar-se dentro dela. E é nesse exato momento que um de seus carrascos se aproxima, empunhando um facão, e desere vários golpes em seu pescoço, enquanto ele ainda está vivo, até o momento em que sua cabeça é completamente decepada do corpo.
Depois disso, os vídeos foram espalhados pelos próprios criminosos, com o objetivo de espalhar o terror entre a população e deixar muito claro para todos quem mandava naquele território. Mas essa decisão de divulgar tudo acabou sendo o erro deles, porque foi exatamente através das imagens daqueles vídeos que a polícia iniciou a investigação. Uma verdadeira operação de guerra foi montada para tentar localizar e prender os responsáveis por essa execução brutal. O crime foi filmado pelos próprios suspeitos. Nessas imagens, a vítima, Leandro Antônio da Silva, de 30 anos, aparece cavando a própria cova. Ele está sendo mantido sob a mira de uma arma. Em outro vídeo, o tribunal do crime de Catende, na região da Mata Sul do estado, força a vítima a dizer por que seria executada.
Os vídeos foram espalhados pelas redes sociais, via WhatsApp, pelos próprios suspeitos. De acordo com investigações policiais, o objetivo era fazer a população entender quem mandava no tráfico de drogas da cidade, infundindo assim medo nos moradores. O vídeo chocou até a polícia, que decidiu montar uma verdadeira operação de guerra para prender os autores da execução. Os quatro suspeitos foram presos na zona rural da cidade. A polícia vasculhou quase um quilômetro de mato para chegar ao local onde eles haviam enterrado a cabeça da vítima.
“A cabeça tá bem ali, né?”
“Onde é que tá?”
“A cabeça. Onde é que tá a cabeça?”
“Guardada do outro lado do rio.”
“Senhor do outro lado.”
Este adolescente de 16 anos é identificado por seus comparsas como o chefe do esquema de tráfico de drogas, mas ele nega sequer ter participado do assassinato.
“Ele chamou a gente para participar desse bagulho. Aí eu falei para ele: ‘Não, mano, eu não vou’. Aí hoje de manhã, ele passou com a cabeça por baixo. Aí eu peguei e fiquei com medo, sabe? Porque ia matar meu filho, minha mulher, minha mãe e meu pai. Aí eu fico com medo e ele me aponta como namorada dele.”
Outros quatro adolescentes também foram apreendidos pela polícia. Nenhum deles admite ter participado da execução. E após muito trabalho, a polícia finalmente conseguiu alcançar os quatro suspeitos escondidos na zona rural da cidade. Para alcançá-los, tiveram que entrar na mata, caminhar quase um quilômetro até encontrar o lugar onde haviam enterrado a cabeça de Leandro.
E o que mais chama a atenção nessa história é descobrir quem estava por trás de tudo. Um garoto de apenas 16 anos, identificado por seus próprios comparsas como o chefe do tráfico de drogas na região, embora ele ainda negue ter participado do assassinato. Junto com ele, outros quatro adolescentes também foram apreendidos, e um deles chegou a confessar a participação na execução. Um caso que mostra a extensão da violência envolvida nessa disputa entre facções em Pernambuco.
Agora, o segundo caso que vamos contar é diferente. Não é tão pesado quanto o primeiro, mas também mostra até onde pode ir a lei do crime quando alguém desrespeita as próprias regras dessas organizações. Desta vez, a história é sobre um agiota que decidiu usar a violência para cobrar uma dívida e acabou pagando um preço muito alto por isso ele mesmo.
Esta segunda história ganhou força nas redes sociais depois que um vídeo mostrando o castigo de um homem identificado como Giota começou a circular. Ele é conhecido como Diogo, e o motivo de toda essa confusão supostamente começou com uma cobrança de dívida que saiu completamente do controle. De acordo com o que foi apurado, Diogo teria ido cobrar uma quantia em dinheiro que, na realidade, não pertencia à pessoa que ele estava procurando, mas sim a um parente dela. Mas na hora de cobrar a dívida, ele acabou usando a força e empurrou essa senhora idosa, fazendo-a cair no chão.
Mas, em uma comunidade dominada pelo crime organizado, esse tipo de atitude não passa despercebido. A informação sobre o que Diogo havia feito espalhou-se rapidamente entre os moradores e não demorou muito para chegar aos ouvidos de uma facção que controla aquela área de Manaus, aparentemente ligada ao Comando Vermelho. Para esses criminosos, agredir uma pessoa idosa e vulnerável dessa maneira foi considerado um abuso grave, e por isso eles decidiram agir por conta própria.
Diogo foi localizado, capturado e levado para o tribunal do crime da facção, onde foi julgado por um tipo de extorsão considerada injusta pelos próprios criminosos.
“É o Diogo, sou o Jota. Eu errei e cobrei uma senhora, e ela caiu e teve um acidente. As coisas estão ruins, e eu estou prestando contas pelo meu erro assim.”
“Oh, vai acabar, mano.”
“Oh, não, não, não, não, não.”
“Volta aqui, volta aqui.”
“Bota, bota, bota, bota, bota.”
“Só a primeira. Calma, tu é doido.”
“Oh, cara, eu vou trabalhar.”
“Não, porque se você não apertar minha mão, você vai morrer, porra.”
“Porra, mano.”
“Claro, mano.”
“A outra mão.”
“Tá longe.”
“Você não quer me dar um 10, quer?”
“Vai, porra.”
“Não vai dar certo.”
“O trato era contigo, não era?”
“Mais uma.”
“Vamos lá, mano.”
“Bota a mão.”
“Bota a mão.”
“Vai, vai, vai, vai.”
“Porra.”
No vídeo que circulou, Diogo pode ser visto recebendo vários golpes na mão com pedaços de pau, aplicados repetidamente enquanto ele era cercado por membros da organização. Esta foi a maneira que eles encontraram de punir o que ele havia feito à idosa, sem nenhum tipo de processo formal, apenas a decisão de quem manda naquele território.
Uma diferença importante em relação ao primeiro caso é que este incidente envolvendo a surra não gerou uma investigação própria; ficou restrito à repercussão nas redes sociais. O que de fato existe é uma investigação muito mais ampla da Polícia Civil do Amazonas, focada em um esquema de empréstimos ilegais e cobrança violenta de dívidas que era praticado naquela região havia algum tempo. Mas especificamente sobre aquela punição gravada em vídeo, nenhum inquérito foi aberto.
Dois casos completamente diferentes, mas com uma coisa em comum: o “tribunal do crime”, esse sistema de justiça paralelo que as facções aplicam por conta própria, sem devido processo legal, sem direito de defesa, baseando-se unicamente na decisão de quem comanda aquele território.
No primeiro caso, um rapaz perdeu a vida de forma brutal por estar do lado errado em uma guerra entre facções. No segundo incidente, um homem foi agredido por usar a violência contra uma pessoa. Dois exemplos de como o crime organizado impõe suas próprias regras, muitas vezes de uma forma ainda mais cruel do que aquilo que supostamente estão julgando.
Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only.
Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously.
No real person or organization is intended to be portrayed.